Fernando Nascimento e seu péssimo conhecimento patrístico adulterando Cipriano de Cartago

Fernando Nascimento

Fernando Nascimento e suas adulterações patrísticas

Agora o Fernando Nascimento terá que excluir grande parte de seus artigos mentirosos que são recheados de sabotagem intelectual onde ele forja péssimos argumentos com pinceladas históricas e um anacronismo púbere desenfreado. Além do sujeito ser um ginasiano sem qualquer credibilidade em se tratando de História Secular, ele ainda peca no quesito Eclesiologia. E desta vez, trata-se de suas interpolações conceituais e descontextualizações patrísticas. 

Como poderão comprovar abaixo, o "tiririca pernambucano" Fernando Nascimento,  não tem a menor noção de contexto histórico do cristianismo, suas divagações partem de retalhos que ele acha no Google e na desonesta e picotada literatura anti-protestante. Após ter suas sandices refutadas em termos seculares envolvendo o nazismo e antissemitismo, desta vez ele desvia seus palpites para a patrística, apelando para Cipriano de Cartago.

Tropeçando em suas próprias mentiras e sem conhecer toda a literatura produzida por Cipriano, o anacronista católico Fernando Nascimento, apela a Carta 59 no verso 14. Vejamos o que o trecho diz:
Com um bispo falso apontado eleito por hereges, eles se atrevem a navegar e levar cartas de cismáticos e blasfemos para a cátedra de Pedro e à Igreja principal, em que a unidade sacerdotal tem a sua fonte; eles nem pensaram que estes são romanos, cuja fé foi elogiada na pregação pelo Apóstolo, e entre os quais não é possível a perfídia ter entrada. (Cipriano, Carta 54, 14 a Cornélio de Roma, c. AD 252)
Fonte: New Advent

Com base neste trecho, o Fernando então alega que: 


1- Cipriano escreveu da África ao Papa da Igreja Católica de Roma dizendo que a Igreja Romana é a "catedra de Pedro" e a "Igreja principal em que a unidade sacerdotal tem sua fonte. E daí, o Fernando conclui que isso refutaria o que supostamente teria sido dito por mim acerca de que Constantino foi quem deu a Igreja Romana a conhecida autoridade sobre as demais igrejas.

2 - Cipriano está dizendo que a Igreja Católica de Roma é a "Igreja principal em que a unidade sacerdotal tem sua fonte", e isso segundo o Fernando, seria prova de que a Igreja primitiva, é uma e mesma coisa que exclusivamente a Igreja de Roma.

3 - Cipriano está escrevendo para o Papa da Igreja Católica Romana e dizendo que aquela é a “cátedra de Pedro” e a "Igreja principal em que a unidade sacerdotal tem sua fonte", e com isso o Fernando insinua que seja uma prova que o bispo de Roma, é o chefe universal de toda a igreja onde todos os bispos da Igreja são submissos a ele em tudo, em todas as questões indiscutivelmente.

4 - Cipriano diz que em Roma “a unidade sacerdotal tem sua fonte”, e então "obviamente" na mente do Fernando, isso prova que a Igreja Romana é mais antiga do que qualquer outra Igreja.

Além destes 4 pontos levantados pelo Fernando a partir da Carta de Cipriano, ele ainda faz objeções em um de seus artigos sobre a referência de tal verso. E aqui entra uma observação.

Na primeira abordagem em que ele faz uso de Cipriano, ele cita na verdade a interpolada carta 48 e não a 54. Até hoje estou esperando ele mostrar a tal carta 59 apontada primeiramente por ele como fonte do texto que segundo ele, inicialmente era esse aqui: “Roma é a matriz e o trono da Igreja Católica.” . Essa foi a sua frase inicial. A seguir, foi dito que remotamente, tal trecho estaria na Carta 48, n.3, Hartel, 607. Mas tal texto no seu devido trecho diz:

Porque nós, que fornecemos todas as pessoas que navegam daqui com um plano para que possam navegar sem qualquer ofensa, sabemos que os exortamos a reconhecer e manter a raiz e matriz da Igreja Católica (ut ecclesiae catholicae matricem et radicem agnoscerent ac tenerent).
Como não há nenhuma Carta 59 nem 48 trazendo o que católicos como o Fernando dizem sobre Roma ser matriz e trono da Igreja Católica, então ele pula para a carta 54 e ainda nos acusa de sermos desinformados. Ora, se a referência que ele dá é a carta 59, logo, nossa resposta de que tal carta (exposta como 54 noutras versões) NADA DIZ A RESPEITO, é a mais correta que podemos oferecer.

Pra quem não entendeu ainda, vou explicar. O desequilibrado mental do Fernando NUNCA leu uma obra patrística mas apenas pinceladas de frases fora do contexto que ele escolhe para sustentar seu favoritismo. Sempre quando ele usava uma citação patrística, ele citava a referência "Hartel" que obviamente vai trazer uma numeração diferente das que TODOS TEMOS DISPONÍVEIS. Mas, como o anencefálico romanista não TEM EM MÃOS a referência que aponta da HARTEL, e NEM PODE MOSTRAR o contexto, ele então descobriu que a NEW ADVENT traz a mesma citação, mas com outra numeração. 

Porém, quando percebe que a NEW ADVENT que é uma fonte católica, usa a obra de Philip Schaff, um protestante, aí então a mente dele dá uma bugada, ele entra em parafuso mental e passa a recorrer a mais palpitadas conspiratórias sem qualquer sentido, só para dar a impressão de que entende de patrística. E ele "entende tanto"(só que não), que o maior e mais usado acervo disponível para católicos na internet, não dá a mínima para suas especulações vazias e continua usando como fonte, uma obra de Philip Schaff que é protestante.

E não é só New Advent que usa Philip Schaff. O site oficial da Igreja Copta Ortodoxa também traz a referencia como carta 54. O Documenta Cathólica Omnía que traz as obras patrísticas e diversos outros documentos, também utiliza a primeira versão das obras patrísticas de Schaff traduzidas para o inglês. O site totalmente católico traz a referência como Epístola LIV, ou Carta 54.

Em uma versão latina das Obras de Cipriano de Cartago exposta no site, a referência está na Carta 55 como na Patrologia Latina de Migne, que por sua vez, explica que a Epistola 54 e 55 estão omitidas nas versões anteriores que ele faz uso mas que estão adicionadas em outros volumes com outra numeração como a 54 que em pelo menos 2 dos vários dos manuscritos está como Epístola 59. Provavelmente a "Epist. 59, n.14, Hartel, 683" que o Fernando de forma mirrada e incompleta aponta como fonte, se refere a um destes manuscritos.

Claro que ninguém é obrigado a usar a documentação muito prática e estimada  de Schaff que é usada por todos os apologistas cristãos e em diversos sites católicos, ortodoxos e protestantes pelo simples fato de ser uma edição de fácil veiculação e acesso e ser uma tradução erudita do latim para o inglês. Mas pelo menos tenha a decência de se referir a documentação válida e não apenas a mera pincelada que de cara demonstra total ignorância quanto a sua origem. Inda mais quando de forma soberba, posa de erudito em latim ao se referir a obra de Schaff como uma "inglesa tradução tosca".

Todo esse malabarismo do Fernando Nascimento se julgando o "conhecedor" de fontes patrísticas é apenas para dificultar o rastreamento da citação e disfarçar o fato de que ele nunca leu o que faz referência, se tivesse lido teria facilmente nos apontado a tal Hartel, 683 e não teria recorrido aos textos protestantes que ele tanto despreza. Ou no mínimo usado as fontes que todos estão habituados a conferir e não uma versão latina com referência incompleta da Carta 54 de Cipriano exposta como Carta 59 na tal Hartel, 683.

A aclamada citação que o Fernando tanto faz questão de invocar mas nunca em sua correta e completa referência e versão está em "Cipriano, Epístola 59:14, ed. W. Hartel, pag. 683, CSEL vol. 3/1" e traz o seguinte trecho em latim eclesiástico:
"post ista adhuc insuper pseudoepiscopo sibi ab haereticis constituto nauigare audent et ad Petri cathedram adque ad ecclesiam principalem unde unitas sacerdotalis exorta est ab schismaticis et profanis litteras ferre nec cogitare eos esse Romanos quorum fides apostolo praedicante laudata est, ad quos perfidia habere non possit accessum."
Na melhor das traduções disponíveis temos:
"Depois disso ainda, além de um falso bispo ser por hereges estabelecido, navegam ousadamente para a cátedra de Pedro, na igreja principal onde a unidade sacerdotal surgiu, e cismáticas e profanas cartas levam não pensando que estes são romanos cuja fé o apóstolo pregou elogiando, e entre os quais a perfídia não pode ter acesso"

A tradução do latim para o português está exatamente como todos os sites católicos, ortodoxos e protestantes trazem ao buscarem do inglês a referência, mas nada de Roma como raiz e trono da Igreja Católica como alegado inicialmente pelo Fernando Nascimento:
"Com um bispo falso apontado eleito por hereges, eles se atrevem a navegar e levar cartas de cismáticos e blasfemos para a cátedra de Pedro e à Igreja principal, em que a unidade sacerdotal tem a sua fonte; eles nem pensaram que estes são romanos, cuja fé foi elogiada na pregação pelo Apóstolo, e entre os quais não é possível a perfídia ter entrada."

Enciclopédia Britânica de 1911 em seu Volume 7, afirma que "a melhor, embora de forma alguma perfeita, edição das obras de Cipriano é a de W. von Hartel no Corpus scriptorum ecclesiasticorum (3 vols., Viena, 1868-1871)." porém totalmente em latim, mas "Há uma tradução em inglês na Biblioteca dos Pais Ante-Nicenos"

Existem pelo menos duas obras conhecidas como Biblioteca dos Pais Ante-Nicenos, uma é anglo-católica, de 1838, a "Bibliotheca Patrum Ecclesiae Catholicae" de cunho apologético feita pelos reverendos Pusey, Keble e o que futuramente se tornaria cardeal católico romano, John Henry Newman. A obra se utiliza de vários dos manuscritos também usados na Edição de Hartel e outros editores do CSEL(Corpus scriptorum ecclesiasticorum). E a outra trata-se da própria “Ante-Nicene Christian Library" de 1866 que todos conhecemos por estar fartamente reproduzida na Biblioteca Etérea de Clássicos Cristãos, ou se preferir, CCEL (do original em inglês), o acervo online que veicula as obras de Philip Schaff de forma on-line e gratuita e também faz referência aos manuscritos usados na Corpus Scriptorum Ecclesiasticorum Latinorum.

A versão online da "Bibliotheca Patrum Ecclesiae Catholicae" é usada por muitos apologistas católicos como "fonte primária(sic)", porém o site Tertullian.org além de não ser católico romano, também foi produzido e é mantido por um "leigo", o  Roger Pearse, para desgosto do Fernando Nascimento, que em repudio a New Advent afirmou ser este apenas um "site editado por um leigo católico e composto pela digitação de voluntários espalhados pelo mundo." Será que ele sabe que a New Advent reproduz o mesmo texto de Schaff  que por sua vez difere da Hartel apenas na língua em que suas versões são publicadas?

A correta referência para a documentação que o Fernando e muitos apologistas católicos nunca mencionam porque nunca a leram é a Edição do filólogo austríaco Wilhelm August Ritter von Hartel nos volumes latinos do Corpus Scriptorum Ecclesiasticorum Latinorum (CSEL), encomendada pela Academia Imperial de Ciências de Viena sendo uma obra crítica de acadêmicos internacionais que fazem edições de textos cristãos latinos do final da Antiguidade e início da Idade Média que se aproximem tanto quanto possível do texto original e que ao menos em parte, substituem a dependência acadêmica dos textos da Patrologia Latina do padre francês Jacques-Paul Migne. Porém como está em latim, obras de igual validade em inglês são utilizadas, e em nenhuma delas o católico Fernando Nascimento demonstrou o que disse (sobre Roma ser raiz e trono da igreja católica), apenas mudou de assunto para Roma supostamente ser a “cátedra exclusiva de Pedro”, a igreja principal de onde se origina o sacerdócio e por isso chefe universal da igreja”, e onde “os romanos não podem errar na fé”. É o que veremos ainda abaixo.

Portanto, já explicado e refutado esse despiste embusteiro do Fernando, sobre a numeração da carta e qual foi mesmo o texto usado a priori, vamos então analisar e refutar os 4 pontos levantados pelo Fernando Nascimento baseados no texto da carta 54 ou 59 no verso 14.

Refutando os embustes anacronistas do Fernando Nascimento

Vamos ler o trecho em questão mais uma vez:

Com um bispo falso apontado eleito por hereges, eles se atrevem a navegar e levar cartas de cismáticos e blasfemos para a cátedra de Pedro e à Igreja principal, em que a unidade sacerdotal tem a sua fonte; eles nem pensaram que estes são romanos, cuja fé foi elogiada na pregação pelo Apóstolo, e entre os quais não é possível a perfídia ter entrada.
Resposta:
Em primeiro lugar, Cipriano dizer que os cismáticos foram até a cátedra de Pedro e a igreja principal onde a unidade sacerdotal tem a sua fonte, de modo algum sustenta aquilo apontado pelo Fernando.

Roma como igreja principal ali referida por Cipriano, se deve ao fato de ser a Igreja da Capital e grande e única Sé do Ocidente (haviam outras no oriente). Sobre ser a cátedra de Pedro, ora, Cipriano defendia que a cátedra era exercida por todos os bispos, e não apenas pelo de Roma. Quanto a ser fonte da unidade sacerdotal, ele não se referia a Igreja de Roma em si, mas sim ao exercício da cátedra de Pedro como fonte da unidade, algo também compartilhado pela Igreja Romana mas não exclusivamente. Essa analise por si só já deita fora o anacronismo do Fernando em achar que tal texto indica que Cipriano pensava acerca da Igreja Romana e de seu bispo o mesmo que falaciosamente pensam os católicos atuais.

Em segundo lugar,
tais palavras elogiosas devem ser contextualizadas para não ir além daquilo que realmente Cipriano diz. Caso o Fernando fosse um pouco honesto, ele teria continuado a leitura nessa mesma carta, no mesmíssimo verso e teria entendido qual era mesmo o pensamento de Cipriano. Assim que Cipriano diz isso apontado pelo Fernando, ele continua e diz:

Mas qual foi a razão da sua vinda e anúncio da feitura do pseudo-bispo em oposição aos bispos? Porque eles ora estão satisfeitos de como fizeram as coisas, e persistem na sua impiedade; ou, se estão descontentes e se retratam, sabem para onde podem voltar. Porque, como foi decretado por todos nós – e é igualmente equânime e justo - que o caso de cada um seja ouvido ali onde o delito foi cometido; e uma porção do rebanho foi confiada a cada pastor individual, a qual ele deve dirigir e governar, devendo dar conta dos seus atos ao Senhor; certamente não corresponde àqueles sobre quem estamos o correr por aí nem quebrantar a unidade dos bispos com a sua artificiosa e enganosa precipitação, mas o apresentar a sua causa ali onde eles podem ter tanto os acusadores como as testemunhas do seu crime; a menos que porventura pareça demasiado pouco a uns poucos homens abandonados e desesperados a autoridade dos bispos de África, que já os julgaram e finalmente condenaram, pela gravidade do seu juízo, estando a consciência daqueles atada em muitas ligaduras de pecado. O seu caso já foi examinado, a sua sentença já foi pronunciada; nem convém à dignidade dos sacerdotes ser culpados pela leveza de uma mente mutável e inconstante, quando o Senhor ensina e diz, "Que o teu sim seja sim, e que o teu não seja não".


O que Cipriano afirma, após elogiar a Igreja Romana, é que o caso destes hereges que a Roma recorreram, não deve ser julgado por Roma, já que isso é o que de comum acordo entre os bispos foi decidido e não por algum decreto papal, o julgamento é portanto prerrogativa dos bispos em cuja sede se cometeu o delito. Para Cipriano portanto, a unidade sacerdotal não estava na obediência cega ou submissão a uma hierarquia eclesiástica, mas na fé comum e na comunhão de todos os cristãos, em particular dos bispos como um todo e as decisões tomadas e decididas entre eles como um todo, deveriam ser unanimemente seguidas, até mesmo pelo bispo de Roma.

Em terceiro lugar, a apelação para Cipriano por parte do Fernando não é capaz de sustentar qualquer das suas alegações por que nada em Cipriano prova que Roma detinha autoridade sobre as demais igrejas, nada em Cipriano demonstra que a Igreja de seu tempo e a atual Igreja Romana eram a mesma coisa ou que Roma exclusivamente fosse a igreja primitiva e católica em sentido restrito e não participativo.

Nada em Cipriano serve de prova para uma suposta autoridade universal do bispo de Roma, e muito menos que a Igreja de Roma fosse a mais antiga de todas as igrejas. 

Em fim, nada no elogio de Cipriano sustenta o anacronismo do Fernando, e isso podemos ver em outros de seus escritos como:

Em Da Unidade da Igreja, onde ele afirma que Pedro é um representante de todo o episcopado, e não de apenas um bispo em especial. E este episcopado é representado por cada bispo de cada igreja (não somente pelo bispo romano). Sendo assim, a cátedra petrina era tão dele quanto do próprio bispo de Romana:
E esta unidade nós devemos firmemente manter e declarar, especialmente aqueles de nós que somos bispos que presidem na Igreja, para que nós também possamos provar que o próprio episcopado é uno e indiviso. Que ninguém engane a irmandade com uma falsidade, que ninguém corrompa a verdade da fé com prevaricações perfidiosas. O episcopado é uno, cada parte do qual é mantido por cada um para o todo.


Em sua Carta 33 - Todos os bispos eram sucessores de Pedro, não apenas o bispo de Roma:
Nosso Senhor, cujos preceitos e admoestações nós devemos observar, descrevendo a honra de um bispo e a ordem de sua Igreja, fala no Evangelho dizendo a Pedro: ‘Eu te digo, Tu és Pedro, e sobre esta pedra eu edificarei minha Igreja; e os portões do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus, o que for que você ligar na terra será ligado no céu e o que for que você desligar na terra será desligado no céu’. Por isto, através das mudanças dos tempos e sucessões, a ordenação de bispos e o plano da Igreja continuam fluindo, de forma que a Igreja é fundada sobre os bispos, e cada ato da Igreja é controlado por estes mesmos governantes.

Sétimo Concílio de Cartago (http://www.ccel.org/ccel/schaff/anf05.iv.vi.i.html)- Nenhum bispo deve se colocar sobre os demais. Ou seja, o bispo de Roma não passava de mais um, como os outros mesmo que fosse o bispo da igreja principal a título de honra entre os antigos bispos:
Pois nenhum de nós coloca-se como um bispo de bispos, nem por terror tirânico alguém força seu colega à obediência obrigatória; visto que cada bispo, de acordo com a permissão de sua liberdade e poder, tem seu próprio direito de julgamento, e não pode ser julgado por outro mais do que ele mesmo pode julgar um outro. Mas esperemos todos o julgamento de nosso Senhor Jesus Cristo, que é o único que tem o poder de nos designar no governo de Sua Igreja, e de nos julgar em nossa conduta nela.
Na Carta 74 - Cipriano desafia ao bispo romano e ainda o chama de amigo de hereges e inimigo dos cristãos:
Dá gloria a Deus quem, sendo amigo de hereges e inimigo dos cristãos, acha que os sacerdotes de Deus que suportam a verdade de Cristo e a unidade da Igreja, devem ser excomungados?

E ainda por essa o anacronista Fernando Nascimento não esperava, dois séculos depois de Cipriano, os bispos africanos sequer reconheciam qualquer chefia ou primazia jurisdicional de Roma sobre toda a Igreja:

Igualmente decidimos que os Presbíteros, Diáconos e outros Clérigos inferiores, nas causas que surgirem, se não quiserem se conformar com a sentença dos bispos locais, recorram aos bispos vizinhos, e com eles terminem qualquer questão... E que, se ainda não se julgarem satisfeitos e quiserem apelar, não apelem senão para os Concílios Africanos, ou para os Primazes das próprias Províncias: - e que, se alguém apelar para a Sé Transmarina (de Roma) não seja mais recebido na comunhão. (Concílio de Cartago, ano 418)

Portanto, dito isto acima e deitado fora os embustes do Fernando Nascimento, espero que ele tome vergonha na cara e pare de repetir frases de efeito já refutadas ou memes ad hominem que só provam o quanto ele mesmo é demente e um alienado mentiroso incapaz de fazer uma objeção que sirva mesmo de refutação. Finalizo então, colocando a próprio obra Ante-Nicene Fathers disponível na Christian Classics Ethereal Library, para dissolver as pretensões do Fernando na referida Carta 54:14
"A Sé Apostólica do Ocidente foi necessariamente tudo isso aos olhos de um fiel co-bispo ocidental sem ambição; mas a própria carta prova que não era a Sé de alguém que tinha qualquer autoridade sobre ou fora de seus co-bispos. Não vamos ler em suas expressões ideias que são posteriores, e que entram em conflito com a vida e todo o testemunho de Cipriano.


E pra terminar... deixo-o com o dito por Cipriano:

Cipriano de Cartago x Fernando Nascimento




Att: Elisson Freire


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