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Olavo de Carvalho e seus palpites sobre Lutero e a Venda de Indulgências

Olavo de Carvalho em seu vídeo, 'sobre o Protestantismo e Catolicismo', que pode ser visto neste link ( aqui ), faz diversas aleg...

Olavo de Carvalho


Olavo de Carvalho em seu vídeo, 'sobre o Protestantismo e Catolicismo', que pode ser visto neste link (aqui), faz diversas alegações que futuramente terão respostas detalhadas aqui no blog, ponto a ponto, da maneira mais racional possível para que qualquer leigo venha a entender.  No entanto, vou pular a parte sobre 'O Sangue derramado na cruz foi o de Maria' e ir logo ao que ele chama de "mito, farsa", ou invenção protestante, orquestrada para caluniar a Igreja Romana.

Logo nos primeiros minutos de seu vídeo descontraído elaborado para leigos em história que querem apenas massagear o ego inflado das massas romanistas, ele afirma: 

"Dos mitos anti-católicos,(...) está a questão das indulgências.(...) Ora, esse pessoal não tem a menor ideia do que é Indulgência. Indulgência era a suspensão não das penalidades eternas, mas das penalidades temporais, em troca de uma multa em dinheiro. O Sujeito ao invés de ser preso, pagava uma multa. Isso é indulgência."

A partir disto, o Olavo raciocina que, o que era combatido como venda de indulgências, na verdade era uma versão fantasiosa do que realmente era praticado pela igreja. ENTÃO, a farsa continua até hoje.

Então, duas coisas devem ser ditas ao Olavo e seus seguidores apaixonados. A primeira é que ele não tem real dimensão dos motivos por trás das tais multas, e em segundo lugar, ele não faz ideia do alcance negativo que a VENDA DE INDULGÊNCIAS teve, e isso, nada tem a ver com mitos inventados para caluniar a Igreja Romana.

O auge dessa prática se deu durante o pontificado de João de Lourenço de Medici, o Leão X (1513-1521), que lançou uma aberta política de venda de indulgências, onde verdadeiros mascates percorreram a Europa vendendo "cartas de indulgência", quase bônus-Paraíso, que podiam ser comprados sem maiores formalidades, mas desconcertando muitos crentes genuínos. Leão X definitivamente esvaziou os cofres do Vaticano e na urgência de levantar dinheiro, teve a ideia de estimular a venda de indulgências. Aquilo logo se transformou em um comércio ultrajante complementado pela venda de relíquias de procedência quase sempre duvidosa.  Nas palavras de Lucas Banzolli, historiador e apologista ainda temos um vislumbre maior da condição decadente da igreja romana por conta não apenas da venda de indulgências, mas também de situações como:

A "salvação" podia ser comprada nas bancas dos representantes de Deus! Os milagres podiam ser alcançados pela nem sempre módica quantia que pagava um pedaço da cruz de Jesus ou um dedo de João Batista. A degradação do cristianismo, com o papa validando práticas muito próximas da superstição pagã, provocou revolta em meio ao clero europeu e ali surgiu a figura de Martinho Lutero, o homem que deflagrou a Reforma Protestante dividindo os fiéis cristãos do continente em duas facções rivais.
Quando Lutero fixou suas 95 teses na porta da Igreja de Wittenberg, a papa emitiu uma bula, Exsurge Domini, em junho 1520, censurando o texto de Lutero e ameaçando-o com a excomunhão. Ameaçou e fez. O precursor da reforma protestante foi excomungado em 1521 e o Cristianismo europeu perdeu sua unidade.

De fato, não havia crime, nem o mais cruel, que não pudesse ser perdoado mediante pagamento. Além disso, muitos antes de Lutero foram mortos por pregarem contra estas indulgências e a venda delas. O Olavo jamais ouviu falar nos valdenses? Ou também são mito?

Ora, naqueles anos, o dominicano Tetzel percorreu a Alemanha vendendo cartas de indulgência. Mais tarde, Lutero descreveria sua obra da seguinte forma:

"Seus poderes e graça foram ampliados de tal forma pelo papa que, se alguém violasse ou engravidasse a Virgem Maria, ele teria perdoado aquele pecado assim que uma quantia de dinheiro suficiente fosse colocada em sua bolsa... Ele redimiu mais almas com as indulgências do que São Pedro com seus sermões; quando era colocado em sua bolsa um dinheiro pelo Purgatório... a alma se elevava imediatamente para o Paraíso; não havia necessidade de comprovar dor ou arrependimento por um pecado se era possível comprar indulgências ou cartas de indulgência. Tetzel vendia até o direito de poder pecar no futuro... qualquer coisa era garantida em troca de dinheiro.”
(David Christie-Murray, I percorsi delle eresie, Milão, Rusconi, 1998, p. 180.)

Portanto, a venda de indulgências era apenas a ponta do iceberg de um fenômeno geral de corrupção na Igreja da época. Os altos prelados acumulavam mais encargos e as relativas prebendas. Os bispos não residiam nas sedes a eles designadas. Por exemplo, um nobre de Ferrara podia ser nomeado arcebispo na Hungria e nunca sair de sua casa, limitando-se a receber o dízimo dos fiéis de cujas almas devia cuidar.

O título de cardeal (que era o "príncipe", também em sentido terreno) muitas vezes não era resultado de um longo percurso espiritual, mas da venda ou concessão do papa a parentes e amigos. Quem podia se permitir o comprava para o filho caçula ou ilegítimo, por vezes adolescente, como uma renda vitalícia. O próprio Leão X (1513-1521) se tornara cardeal aos 13 anos.

Os pontífices eram, em todos os aspectos, soberanos renascentistas. Como os reis, eliminavam os adversários e se cercavam de homens de confiança. Como os reis, usavam a intriga e o homicídio político, como o papa Alexandre VI Bórgia (1492-1503), por exemplo, e seu filho César. Como os reis, declaravam guerra contra seus inimigos e conduziam as tropas na batalha; o papa Júlio II (1503-1513) foi retratado em armadura. Como os reis, tinham concubinas e filhos bastardos. E, como os reis, amavam as artes e protegiam os artistas. Mas os cuidados com as almas nada tinham a ver com tudo isso.

Logo, não se pode dizer que a "venda de indulgências" praticada pela Igreja Romana, era uma coisa correta, ainda que fosse com relação a explorar e arrancar dinheiro, aplicando multas em penalidades temporais. O único mito que vemos aí, é o revisionismo ignorante do Olavo de Carvalho que tenta absolver a igreja romana de seus erros passados.

Como se não bastasse, o Olavo ainda passa a atribuir a Lutero o que ele chama de mentira e mito protestante contra a Igreja e sua "correta aplicação de multa sobre penalidades temporais". 

Sobre a Taxa Camarae


A Taxa Camarae é uma suposta lista tarifária datada de 1517 e atribuída ao Papa Leão X, elaborada com o propósito de vender absolvições sacramentais por pecados graves já cometidos ou a serem cometidos no futuro. O documento mencionado no livro anticlerical do espanhol Pepe Rodríguez, intitulado Mentiras Fundamentales de la Iglesia Católica encontra-se sobre contestação de autenticidade e academicamente figura como duvidoso. No entanto tal status de um documento ser duvidoso não torna a objeção inválida. Portanto permanece de pé todas as alegações históricas contra a Igreja Romana no que se refere a seus abusos quanto a venda de indulgências e também quanto as FALSIFICAÇÕES que ela mesma promoveu com documentos como a Doação de Constantino.

Portanto, se como disse o próprio Olavo de Carvalho, "Indulgência era [apenas] a suspensão não das penalidades eternas, mas das penalidades temporais, em troca de uma multa em dinheiro. O Sujeito ao invés de ser preso, pagava uma multa. Isso é indulgência', então, a Taxa Camarae representa muito bem um documento demonstrando exatamente esse contexto. Ainda assim, não se pode dizer que foi uma prática correta cobrar multas temporais de pecadores para que esses fossem absolvidos de seus erros, sem a necessidade de arrependimento e conversão a fé genuína em Cristo. Isso já nos revela a que ponto chegou a Igreja Romana, ao abrigar no seu seio, toda sorte de imundice e sujeitos sem caráter cristão. Não é a toa que os alunos do senhor Olavo de Carvalho assim como a maioria dos católicos, comprovam pelos frutos que demonstram, que podem ser chamados de qualquer coisa, menos de cristãos.

Lutero, um mentiroso contumaz


O Olavo de Carvalho afirma que Lutero sendo um Lutero era uma mentiroso contumaz, adulterou, ou suprimiu textos. Talvez ele se refira a Romanos, onde ele usa o termo 'somente pela fé', onde deveria ser "pela fé".

Bom, faz de conta que Jerônimo não fez o mesmo em Lucas 1:28 onde traduz KECHARITOMENE como 'cheia de graça', onde deveria ser corretamente ALTAMENTE AGRACIADA ou MUITO FAVORECIDA, já que CHEIA DE GRAÇA , em grego se tem como PLERES CHARITO (veja mais aqui).

Que Lutero e Jerônimo fizeram? Ambos traduziram o texto, segundo a interpretação que mais poderia ser aplicada ao contexto. E ambos usam palavas que não estão vinculadas no original empregado no texto. Ora, Lutero traduziu exatamente como o texto lhe era entendido em seu real contexto. Muitos outros antes dele fizeram o mesmo, sobre o mesmo sentido do texto.

Mas Olavo continua e nos dá uma pista de toda a sua ignorância sobre Lutero. Heinrich Denifle, eis a sua fonte. Só que a biografia do Heinrich Denifle sobre Lutero, se baseia totalmente em escritos de Cochlaeus, um outro católico que foi contemporâneo de Lutero e que envenenou a história com mitos anti-Lutero. Mitos anti-Lutero que já foram desmentidos por eruditos católicos que fizeram o trabalho de reexaminar tudo acerca de Lutero para desfazer diversos equívocos cometidos antes por outros escritores católicos, e que foram baseados em sentimentalismos e mentiras de católicos que agiam mais com a emoção do que com a razão ao realizar pesquisas sobre Lutero. 

Pra ser realmente honesto, Olavo deveria ler obras aceitas por eruditos católicos HONESTOS e realizadas por católicos como Joseph Lorts, Hartmann Grisar e Thomas O'Meara. E se quiser uma ajuda, aqui está uma lista completa das principais obras acerca de Lutero (veja aqui). Neste link há diversas das principais obras primárias acerca de Lutero, e inclusive fontes secundárias como biografias elaboradas por católicos, inclusive o Denifle, mas é bom dar uma olhada em todas ao invés de somente aquilo que o convém. 

Querer julgar Lutero se baseando simples e unicamente por trabalhos como o de Denifle, é canalhice, seria o mesmo que julgar o catolicismo segundo escritos nazistas após a quebra da concordata, ou o cristianismo em escritos gnósticos do segundo século.

Porém o Olavo continua, ele ainda afirma em seu vídeo que:

"Lutero não era uma pessoa de grande inteligência (...) não tinha condição intelectual de examinar..."

Ora, nessa o Olavo se deu mal, foi infeliz em seu comentário. 

Segundo o historiador católico Fernando Jorge, em seu livro " Lutero e a Igreja do Pecado", Lutero era músico, formado em Direito, Latim, Filosofia, Astronomia e Teologia e lia assiduamente as obras filosóficas de Epicuro, Sócrates, Platão, Aristóteles, e Santo Agostinho a quem considerava depois da Bíblia, o melhor doutor que já existiu, mais ainda que o eloquente São João Crisóstomo ou o versado São Jerônimo.

Além destes, Fernando Jorge afirma que Lutero devorou os escritos de Gerson, Duns Scotus, Tauler, Pedro D'Ailly, Nicolau de Lira, São Bernardo, e São Tomás de Aquino além de ser fortemente atraído pelos escritos de Gabriel Biel "o último dos escolásticos" e Guilherme Occam "o doctor invincibilis", sendo igualmente CAPAZ a estes últimos.

Honestamente é difícil imaginar que alguém como Lutero, com este calibre, conhecedor do que há de melhor na patrística, escolástica, filosofia e teologia, simplesmente não passava de um mero palpiteiro sem inteligência e sem condição intelectual de analisar alguma coisa. Ora, Olavo não tem metade do pedigree e cabedal de Lutero e já andou dizendo muita coisa contra o próprio catolicismo, será mesmo que o "mestre" Olavo estava bem ao dizer isto sobre Lutero?

Bom, eu quero acreditar que o Olavo é um bom professor, mas de FILOSOFIA e sobre POLÍTICA. Quanto a história e teologia, ele é tão bom quanto esse mala (aqui) o Fernando Nascimento, já refutado por si mesmo.

Ainda vou trazer outros artigos respondendo a outras alegações do Olavo, essa foi uma resposta dos primeiros 5 minutos de um vídeo com mais de uma hora de duração. E como se trata em grande parte de ataques a Lutero e a Reforma, peço ao senhor Olavo que se atualize um pouco, não lhe custa nada, e só lhe acrescenta. Sugiro que não cometa o mesmo erro do qual nos acusa e deixe de revisionismos favoritistas pois isto não lhe cai bem. 

Abaixo há uma lista de diversas coisas que aleivosamente muitos católicos e até o Olavo afirmam sobre Lutero. Alegações que já foram refutadas aqui mesmo. Divirtam-se e vejam o poço sujo da apologética católica contra Lutero, RUIR!

Calúnia contra Lutero

Refutação

“Lutero era um assassino que se tornou monge para fugir da condenação de homicídio”

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“Lutero chamou Cristo de adúltero”

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“Lutero disse que Deus é estúpido”

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“Lutero disse que Deus age como um louco”

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“Lutero era um gnóstico pagão que dizia que Cristo era Satanás"

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“Melanchthon disse que Lutero era maniqueu”

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“Lutero cometeu suicídio”

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“Lutero era bêbado”

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“Lutero causou o nazismo”

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“Lutero era maçom e ocultista”

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“Lutero criou uma inquisição protestante”

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“Lutero retirou sete livros da Bíblia”

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“Lutero disse que o Decálogo deve sumir dos nossos olhos"

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“Lutero era um revolucionário”

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“Lutero causou a divisão”

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“Lutero mandou matar camponeses”

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“Lutero era um devoto mariano”

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“Lutero disse para pecar fortemente”

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“Lutero chamou a epístola de Tiago de palha”

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“Lutero não admitia que sua doutrina fosse julgada por ninguém, nem pelos anjos”

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“Lutero perdeu um debate para Johannes Eck”

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“Lutero disse que o protestantismo tinha tantas seitas quanto cabeças”

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“Lutero dizia que podia mentir se fosse por uma boa causa”

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“Lutero mandou jogar o livro de Ester no Elba”

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São tantas as refutações que já expusemos contra diversas falácias católicas, que não há mais necessidade de dar atenção a elas, mas o Olavo merece uma atenção especial devido a sua tropa de seguidores alienados que confundem bunda com cueca num terrível apelo a autoridade. 

Aqui no Resistência Apologética, farei questão de contraditar, ou reconhecer o que for preciso em cada uma das alegações contra o protestantismo feitas pelo senhor Olavo de Carvalho. Mas usarei algo que aprendi com ele mesmo e que infelizmente seu favoritismo religioso desta vez o impediu de usar. Serei criteriosamente detalhista em cada ponto e farei uma analise cirúrgica de cada alegação sua. 

25 comentários

  1. Olavo de Carvalho, certa vez, compareceu num dos seus vídeos com um enorme anel de Esmeralda. Mas tudo bem, quem for ou foi ocultista saberia defini-lo "ad fontes". Mas quem é de fato Olavo de Carvalho? Para nós, embora nada sermos, Olavo de Carvalho é um filho de Satanás. Um homem devotado à Mentira. Paradoxalmente, Olavo de Carvalho se mostra como um gigante acadêmico, alguém que manda todo mundo para "aquele lugar" se porventura discordar das sua filosofadas maiores. Certamente Olavo de Carvalho é grande, grande em conhecimento, grande em fazer delirar duma torcida que é escrava das suas mentiradas maiores: Mas como apologeta a favor de sua crendice mágica e idolátrica, Olavo de Carvalho é uma besta. Uma besta que desembesta contra a realidade dos fatos mostrados na História, uma besta que desembesta contra o Colégio Apostólico que sua seita malina finge imitar. Escravo desta mesma farsa Olavo de Carvalho é um clericalista fanático, mesmo insano. Alguém que é capaz de exibir armas junto a um padre que não consegue esconder seu ódio contra tudo e todos que não se sujeite a escravidão mais maldita: a escravidão do corpo, alma e intelecto as sandices da padraiada em geral.

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  2. Desgraçadamente até crentes não imaginam da gravidade contra o gênero humano promovida por Roma. Gente, leiam a História universal, leiam a Bíblia. porquanto estas juntas demonstram que é uma questão de tempo: Então a igreja de Roma volverá a matar, roubar, destruir, prender, perseguir e torturar, todos que não aceitem totalmente passivos a obedecer seu maldito "FUNDAMENTALISMO DOGMÁTICO"... Porquanto para ela, os FUNDAMENTALISTAS são outros:Principalmente protestantes e judeus cuja História dá conta de terem sido assassinados, torturados, queimados, roubados, perseguidos e presos aos milhões através dos séculos pelo maldito Papado.

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    1. Eu não posso (e nem quero) me aprofundar no que Olavo de Carvalho falou ou deixou de falar sobre indulgências.

      Sou professor da área de História, e é muito precário o conceito que se tem sobre elas.
      Tenho aqui uns 9 livros didáticos contextualizados sobre esse tema, e todos eles conceituam que eram perdões, concedidos direta ou indiretamente pela autoridade do Papa.
      Mas não eram.
      Eram remissões.
      (a única coleção que conceitua corretamente é a Araribá; no entanto, essa apenas reproduziu o texto do catecismo)

      O perdão vem de Deus, mediante a fé em Cristo, sinalizada pelos sacramentos (batismo, eucaristia,...)
      Porém, os pecados acarretam consequências, e para não se chegar a uma situação contraditória em que uma recém-nascido inocente chega ao Paraíso na mesma condição de um pecado arrependido, a teologia cristã desenvolveu a ideia de uma "purgação" dessas penalidades, ou seja, um Purgatório, para que todos (os salvos) cheguem ao Céu no mesmo estado de pureza.

      Às vezes, as boas obras (não é bondade, como se pensa hoje, mas atos de fé) purgavam os pecados pregressos; em outras vezes, como no bom ladrão na cruz, não dava tempo, e aí foi se consolidando a ideia de que o sofrimento também é uma forma de purificação. No Purgatório, se sofreria tanto quanto no Inferno, mas um dia teria fim.
      A crença popular admitia que essas penas podiam levar milhares de anos, mas por volta de 1400 surgiu uma esperança. Como havia excesso de mérito no Céu (por causa da Virgem e dos santos), a Igreja, unicamente através do papa, poderia transferir esse mérito às pessoas comuns, como reconhecimento pelas obras pias (geralmente, peregrinações, ajudas ou qualquer coisa que o papa ordenasse, inclusive cruzadas).
      Essa é a origem das Indulgências (que, ao contrário do que se pensa, ainda existem; nunca foram extintas).

      Ou seja, Indulgências não são perdões, e sim, remissões.
      (quando Olavo repete o catecismo afirmando que reduzem as penalidades "temporais", a palavra tem o sentido de "temporárias")

      A rigor, não se vendiam indulgências.
      Quando o papa Leão X usou a concessão de indulgências para reunir dinheiro para a construção da basílica de São Pedro (não encontrei confirmação direta dessa serventia, mas dinheiro não cai do céu), o que se tinha em conta é que doações também são obras piedosas.
      Porém, pode ser entendido como compra, e foi aí que Lutero realmente bateu em cima.

      Agora...
      não sei de onde Olavo de Carvalho entendeu que alguém estaria pagando uma indulgência (que seria uma multa) para se safar de ser preso. O sistema de indulgências nunca teve nada a ver com a lei civil.

      Outra coisa,
      se o protestantismo teve sua gênese com uma controvérsia sobre a venda de indulgências (e qualquer pessoa sabe disso), o desenvolvimento subsequente do protestantismo pôs em questão tudo, o poder do papa concedê-las, as penas temporais, etc. Lutero já tinha essas concepções. Tudo levou à doutrina da justificação pela fé.
      E se não fosse Lutero alguém com capacidade intelectual, ele teria sucumbido diante de outros que tinham uma posição ainda mais radicalmente anti-católica, mas seguiam uma doutrina de salvação baseada apenas em boas obras (devotio moderna, ou os anabatistas).

      Bom... quanto a História, o próprio Olavo reconheceu que nunca foi seu forte.
      E foi totalmente sincero nisso.

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  3. Será que algum hipócrita e canalha consiga aqui negar estes fatos?

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  4. Se "O Sangue derramado na cruz foi o de Maria". Todo protestante preferirá esperar no purgatório por Jesus: para leva-los diretamente para o Céu... Como à guisa da suposta operação de "maria", cujos católicos ipsu facto supõe seja ela inversamente a depositária dum pressuposto cujo Colégio apostólico fá-lo pertencente a Jesus.

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  5. Galera, se Lutero era um devoto mariano de fato; segundo afirma a vagabunda apologé tica católica, estará tudo explicado: Lutero era tudo mais que de pior possamos conceber ou imaginar. Quiçá o pior dos mortais... Menos, obviamente um protestante. Porquanto quem adora e invoca a dona mariquinha católica, este jamais será protestante. Coitada da Maria, se soubesse como Satanás usa o nome dela para fazer do seu filho o mais inútil dentre o Céu, ela estaria purgando dum Pecado que jamais cometeu.

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    1. Olha, não há problema em ter sido devoto de Maria (claro, sempre no sentido do que seria um devoto de Maria no século XVI, que é diferente do que passou a existir nos séculos seguintes), porque não foi esse o motivo que levou à crítica que deu origem ao protestantismo.
      A questão era bem mais delicada, e bem mais complexa.

      Lutero via uma contradição no propósito da salvação.
      Ele tinha aprendido que a salvação era propiciada pela graça de Deus mediante o sacrifício de Cristo. Mas ele era um pecador. Todos eram pecadores. O que se acreditava na época é que esses pecados eram menores, podiam ser compensados por boas obras (e essas boas obras não eram o que se entende hoje como bondade, mas atos piedosos).
      Logo, o perdão por intermédio de Cristo era o passo primeiro, e no final a remissão vinha do próprio homem.

      Existia aí uma contradição.
      Para resolvê-la, Lutero descobriu que o justo vive pela fé.
      Ou seja, a fé é unicamente necessário. E isso restaura a plenitude de Cristo.

      E os pecados menores?
      Remidos também, plenamente por Cristo, sendo nós, ainda e sempre, pecadores.
      Esse caminho implica, necessariamente, em admitir que há não-justificados no meio da comunidade de crentes, pessoas cujo esforço (não a fé) não leva ao arrependimento. Como não há como saber quais são essas pessoas, apenas Deus sabe, até porque sempre soube. Não há mérito pessoal.
      Uma vez que, assim, não há como garantir que o batismo e a observância dos ritos sejam atos que sacralmente representem a justificação, é inevitável que o culto venha a ser mais e mais simplificado.
      Tudo o que veio posteriormente foram consequências, e isso explica porque tomaram ritmos e caminhos diferentes.

      Porém, foi naquela nova compreensão da graça que reside sempre a essência do protestantismo.

      Portanto, encaixar ou desencaixar Maria nesse esquema se torna algo que temos que ter por secundário...

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  6. http://mentiras-evanglicas-e-outras.blogspot.com.br/2012/11/taxa-camarae-e-feio-mentir.html

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    1. Tão feio quanto supostamente apontar uma suposta mentira, é também ser ignorante seletivo. Pelo visto vc admite o erro do OLAVO e de outros católicos quanto a outras alegações apontadas acima, já que a unica coisa que viestes rebater foi na credibilidade da taxa camarae.

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    2. Elisson Freire.
      Não é preciso responder as alegações do suposto erro do Olavo.
      Se a própria acusação é uma mentira.
      O acusador já é completamente desmascarado e as acusações são falaciosas e nulas.

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    3. 10 mentiras não se tornam verdade ao se contar apenas uma mentira. Tão menos VERDADES se tornam nulas por SUPOSTAMENTE se apontar UM SUPOSTO ERRO. O Olavo ERROU e feio em suas colocações. Nisso você está certissima.

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    4. Elisson,
      o Taxa Camarae é um texto burlesco que foi escrito há apenas alguns anos por um ateu espanhol que nem imaginava que outras pessoas aceitariam até hoje como algo real.
      (mas... se acreditam até no Código Da Vinci, esse aí é café-pequeno...)

      Uma ficção de um ateu, aviso; não um protestante.
      Se evangélicos acreditam nesse texto, certamente é porque não foram muito a fundo no seu próprio conteúdo (veja bem... multas para freiras em sexo em grupo, ou taxas para pessoas feias), e isso, evidentemente, não deve ser feito. Contudo, enquadrar isso como "mentira evangélica" é... outra mentira.

      Uma coisa que sempre me preocupou é saber como os clérigos com vida promíscua (ou até conjugal) conviviam com a contradição entre sua imagem pública e o cotidiano pessoal. Certamente, os mais próximos sabiam desses relacionamentos, e as más línguas espalhavam os boatos para toda a população, uma vez que esses casos eram muito mais comuns do que na atualidade.
      Afinal, era o Renascimento, o culto ao bom-viver, e as pessoas (especialmente as mais ricas) pareciam firmemente convictas de que a vida era uma só, e era preciso vivê-la aproveitando-se ao máximo.

      Foram alguns papas mundanos.
      Não todos.
      Entre um e outro, sempre era escolhido um pontífice de mais idade (e mais responsabilidade) que se encarregava de recuperar um pouco o que o antecessor havia estragado.
      A série Os Bórgia não foi fiel à realidade.
      O papa Alexandre VI não escancarava a sua vida sexualmente ativa. Além disso, já era idoso quando chegou ao pontificado. As pessoas mais próximas sabiam que ele tivera filhos no passado, e o fato de colocar os recursos do Papado em favor de sua política familiar era algo realmente muito combatido, principalmente por famílias rivais, dentro e fora de Roma.
      Mas mesmo essas pessoas tendiam a condescer com o pouco que sabiam da sua vida pessoal, e realmente ele foi respeitado e venerado como qualquer outro papa em toda a Cristandade latina.
      E ele era popular, ao contrário do Dela Rovere.

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  7. O Olavo quando fala de protestantismo é ridículo. Faz de tudo para proteger a sua religião, em vez de buscar a verdade.

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  8. Elisson Freire, buscar a verdade é sempre o melhor caminho. Por isso, em relação à Taxa Camarae, é bom ler atentamente as informações contidas neste comentário: https://it.wikipedia.org/wiki/Taxa_camarae
    Boa noite. Paz e bem a você.

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  9. Eu não tinha visto ainda esse comentário de OdeC a respeito de Lutero.
    (ou melhor, até tive conhecimento de trechos de seus comentários; não esse propriamente...)

    Mas não me surpreende.
    Olavo de Carvalho é, sem dúvida, um dos pensadores mais influentes dos últimos 20 anos, inclusive sobre mim.
    Já conversei com ele pessoalmente, e posso atestar que é um intelectual de vasto conhecimento, de profunda dedicação e índole tolerante. E qualquer pessoa sabe que, nesse mesmo período, OdeC tornou-se uma espécie de "revitalizador" de um conservadorismo que realmente praticamente esquecido nos anos 1990.
    De certo modo, foi através desse conservadorismo político que muitas pessoas, incluindo o que eram evangélicos, foram atraídos de volta ao catolicismo romano.
    (não tanto a RCC, mas faz sua parte...)

    Mas, é claro, existem falhas.
    A primeira, talvez (para quem é um conservador), é o fato dele nunca ter se posicionado como um ideólogo.
    Sim, existem muitas críticas desferidas por OdeC contra os esquerdistas em geral, contra a mídia, contra Obama, contra Soros, contra Putin, etc. Mas ele nunca se colocou como alguém que estabelece princípios a serem defendidos.
    Ele nunca buscou um conjunto de metas imedianta para uma agenda conservadora, e essa de fato não existe para o momento atual, apesar de ser um modismo muito presente. É simplesmente ser contra os que são contra tudo, e ele mesmo afirma que deve ser assim, sem qualquer coerência.
    Resultado: mais e mais pessoas que nunca foram conservadoras se posicionam como tal, apenas pelo fato de serem contra o que o modo comum da esquerda (que ainda é hegemônica no meio acadêmico) estabelece ainda como "a escolástica".
    Amanhã não sei o que serão essas pesssoas.
    Eu penso que daqui a 20 ou 30 anos OdeC talvez nem seja lembrado.

    A segunda grande falha (embora para ele tenha sido seu impulso para ser conhecido) é a sua vocação jornalística.
    Os jornalistas às vezes não são tão criteriosos com o que afirmam (convenhamos... enquanto instrumento, a mídia preserva a exposição dos erros de centenas de redatores e repóteres, e raramente pede desculpas pelas suas "barrigas")
    A atividade intelectual exige muito mais aprofundamento.
    Uma opinião nunca tem o mesmo valor de um fato embasado, e muitas vezes OdeC apresenta opiniões de terceiros como provas inequívocas de fatos que não são verdadeiros.
    E o que é pior: as pessoas que, hoje, se colocam sob a guarida intelectual de Olavo de Carvalho não possuem a mesma capacidade intelectual dos seus leitores da década de 1990. São muitos imaturos, muito "xucros", dados a rompantes de imitarem a mesma performance de quem admiram, mesmo sem ter o mesmo conteúdo de conhecimento.
    Resultado: um exército de discípulos com baixa capacidade crítica, que seguem o mestre como se fosse um "guru".

    (sem querer defender Marx, mas OdeC e os olavistas repetem exaustivamente que aquele um dia afirmou que "povos e classes inteiras terão que ser exterminados para o advento do socialismo". Marx não disse isso. Foi um "misquote" referindo-se a outra coisa. Além disso, sua visão sobre Gramsci enquadrada como "marxismo cultural" é extremamente errônea)

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  10. A terceira falha, e a pior de todas, é ser o oposto do que ele deveria ser.
    De alguém que traduziu e comentou o "Como Vencer Um Debate Sem Precisar Ter Razão", de Schopenhauer, se espera que saiba evitar as falácias discursivas que servem para driblar os argumentos dos adversários.
    Em vez, há 20 anos que OdeC utiliza exatamente as mesmas estratégias para ir contra as posições dos que lhe são adversos. É ele que mais utiliza o "ad hominem" e o "ad personam", a ironia, a alternativa forçosa, a mudança de assunto, o espantalho, etc. E reclama quando usam isso contra ele!

    Além disso, todos sabem como ele abusa exageradamente de palavrões.
    (ok, qualquer um de nós fala palavrões. Deixe cair um martelo no meu pé para ver se eu não dou um palavrão...)
    O problema está em usar o palavrão como ferramenta argumentativa.
    Ele usa isso sem o menor pudor, e sua multidão de seguidores se limita a fazer a mesma coisa. Eu não acho normal que um blog tenha que alertar contra pessoas que usam a injúria em vez do argumento. Mas eles tem a quem seguir...
    Mais que isso, foram esses que difundiram o mito que Olavo é irrefutável.

    Não há problema em OdeC ser um católico converso.
    Há uma plêiade de intelectuais que deixaram a incredulidade ou o esquerdismo para abraçarem uma conversão genuína, reunindo as virtudes do ceticismo com a descoberta da fé em uma idade mais madura, como Chesterton.
    Porém, nada indica que OdeC seguiu esse tipo de trajetória nesse processo. Em nenhum momento ele conseguiu exprimir uma realidade de fé para uma geração de descrentes.
    (além do mais, para quem conhece bem, suas ideias provém de outras praias... René Guenón. Ele não tem, definitivamente, o perfil de outros tantos que se converterem ao cristianismo após uma longa luta espiritual)

    Ou seja, se ele é católico foi apenas porque sua determinação política exigiu que o fosse.
    Ele se reveste apenas do exterior da fé catolicismo, suas regras, seu ritualismo, sua posição contemporâneo. O íntimo é oco. Ali, as ideias se direcionam para um reacionarismo sem sentido, avesso a qualquer discussão intelectual e deixando transparecer cada vez mais as suas raízes inconsequentes.

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  11. Caro Leandro, depois desse último artigo do Olavo, eu realmente percebi que ele usa o catolicismo, apenas como exoterismo, como ele mesmo diz, sendo que ele na realidade é um perenialista, como esoterismo, nas próprias palavras dele.

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  12. Cobrar para o perdão mesmo de penas temporais já é de uma contradição com a verdade bíblica horrenda. Parece com as igrejas pentecostais e seus martelos e objetos santos. Combater isso pode ser considerado errado? Perante a Bíblia é claro que não.

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  13. Muito trabalho, muito empenho. Vou ler isso tudo e talvez eu publique alguma resposta. No entanto, acho que muita coisa aí tá errada porque, queiram me desculpar mas acho inverossímil que um professor, filósofo de 60 e poucos anos seja realmente menos capacitado que um grupo de protestantes que não tem um terço de sua vivência, conhecimento e leituras paralelas. Duvido muito que o Olavo realmente cometeu esses erros ou acredita em supostas farsas desse tipo que vcs dizem desmentir.

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    1. Amigo. Deixo pra vc este texto: A verdadeira face do Olavo de Carvalho.
      "[Olavo de Carvalho] viu nos católicos brasileiros o público mais facilmente manipulável que existe, um público que compra facilmente qualquer discursinho antiprotestante, por já ser em geral bastante fanático e bitolado, sendo, portanto, a matéria-prima perfeita para as suas manipulações. Manipulações essas, aliás, que ele sempre foi bastante acostumado, desde os tempos em que fazia mapas astrais para enganar os otários em troca de dinheiro.
      É um picareta e charlatão de primeira, que não hesita em lançar mão de métodos desonestos quando o que está em jogo é sua vanglória pessoal. Diz algumas verdades políticas recheadas de palavrões, para depois inculcar asneiras teológicas nos adeptos da seita, asneiras essas que nem ele mesmo crê, e que sabe que são falsidades. Olavo era da “esquerda” quando a direita estava no poder, virou de “direita” quando a esquerda assumiu; era o “Sidi Muhammad” da tariqa esotérica de Schuon, mas se traveste de católico ferrenho quando necessário; suas visões sobre o Islã, a Reforma, a ditadura militar e o próprio catolicismo mudam mais do que camaleão, sempre oportunista, se adaptando ao que lhe é mais conveniente no momento.
      É isso o que há de errado com Olavo de Carvalho: a busca pela glória pessoal antes que pela glória de Deus, que o leva sempre a relativizar a verdade e distorcer os fatos quando lhe interessa. Primeiro cria o ambiente de seita, com seguidores acríticos, fanáticos, cegos e de submissão incondicional, inteiramente incapazes de pensar por si próprios, e depois se aproveita dessas pobres mentes lançando qualquer bobagem teológica que será sempre aceita acriticamente, como um servo obedece a seu senhor, o dono da razão. Finalmente a máscara está caindo, e da pior forma possível, sendo desmascarado pela sua própria filha e por seus próprios alunos. Um lamentável e decadente fim a quem tinha todo o potencial de defender a verdade com inteligência e capacidade se não fosse tão desonesto e obstinado."


      Texto de Lucas Banzoli

      https://heresiascatolicas.blogspot.com.br/2017/09/o-que-ha-de-errado-com-olavo-de-carvalho.html

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  14. Respostas
    1. Ora, se tomarmos como base para sua afirmação, as declarações de Lutero que são as mesmas que todo católico de sua época expressava livremente, então temos de admitir que o catolicismo é o DNA do Nazismo! rsrsrs

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  15. nao pode haver duvidas estamos em meio a uma guerra cultural cujo objetivo e destruir a tradição brasileira de tolerância já conseguiram isso no campo político agora vao tentar no campo religioso eles querem catolicos e protestantes se mmatando como fizeram na europa

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  16. Gostaria de parabenizá-lo pela iniciativa. É sempre bom as pessoas conhecerem os dois lados da história para que evitem fanatismo. Agora tenho um caminho a mais para seguir. Vou continuar estudando a reforma dos dois pontos de vista: O católico e o protestante. Acredito que a verdade está no meio disso tudo.

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