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I Coríntios 9:5 e a adulteração católica em torno do termo "esposa crente".

Não poderíamos esperar outra coisa: os papistas acusam-nos de fazer exatamente aquilo que eles fazem – adulterar a Bíblia. Seguem à ri...

Adulterações Protestantes?


Não poderíamos esperar outra coisa: os papistas acusam-nos de fazer exatamente aquilo que eles fazem – adulterar a Bíblia. Seguem à risca, usam e abusam da máxima de Lenin: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”. [Lucas Banzoli]


Já refutamos diversas acusações católicas sobre supostamente termos adulterado textos bíblicos. Tratamos anteriormente sobre textos como o Eleita ou Co-eleita? Suposta adulteração Protestante em I Pedro 5:13, sobre o termo Kecharitomene em Lucas 1:28 (veja aqui) e sobre o texto de Isaías 45:20 conter ou não os termos "Imagens de Escultura" e "Procissão"  (veja aqui).

E agora desta vez como aponta o Lucas Banzoli, o caso é muito sério:

Os apologistas católicos, que sabemos muito bem que nunca leram nada na vida além de posts de facebook e que tem um verdadeiro horror a livros, não conhecem nem os próprios teólogos católicos, que desmascaram a acusação pífia de “adulteração” protestante em 1ª Coríntios 9:5. Hoje, qualquer teólogo minimamente honesto, independentemente da corrente religiosa que siga, reconhece que, de fato, Paulo falava de esposa no texto em questão. É a única interpretação lógica da passagem, é a que faz mais sentido diante do contexto, é a que melhor respeita as normas hermenêuticas e é a forma traduzida até em algumas versões católicas da Bíblia – embora a maior parte deixe numa ambiguidade deliberada, a fim de deixar “sombras” em um texto perfeitamente claro como esse.

Como já apontado acima, A polêmica da vez gira em torno da expressão “esposa crente” em I Coríntios 9:5, tal expressão as versões católicas costumam traduzir por “mulher irmã” para tirar o peso da frase. É neste ponto que entra a refutação do Lucas que se resume assim:

Paulo tinha o direito de levar consigo uma esposa crente em seu ministério como faziam os outros apóstolos e os irmãos de Jesus, mas ele abria mão desse direito. Mais tarde, quando o ascetismo entrou na Igreja antiga, alguns escribas adulteraram deliberadamente o texto em suas traduções, alguns inserindo “mulheres” em vez de “mulher” para dar margem à tese das “colaboradoras”, enquanto outros simplesmente suprimiram o termo gune-esposa do texto. Eles faziam isso porque falavam e entendiam o grego e sabiam que esse texto era um xeque-mate em suas pretensões. Portanto, ironicamente, foram os defensores do celibato que realmente falsificaram alguma coisa aqui, e não os evangélicos. E foi justamente esse engano que levou à prática dos clérigos da Igreja antiga de levar consigo uma mulher solteira em seu ministério, gerando tantos escândalos na Igreja que teve que ser condenada e proibida para sempre nos cânones de Niceia.

Não poderíamos esperar outra coisa: os papistas acusam-nos de fazer exatamente aquilo que eles fazem – adulterar a Bíblia. Seguem à risca, usam e abusam da máxima de Lenin: “Xingue-os do que você é, acuse-os do que você faz”.


Veja a refutação completa com notas de estudiosos inclusive católicos e ainda citações patristícas sobre o texto acessando o artigo: As Bíblias protestantes “adulteraram” 1ª Coríntios 9:5 para dizer que os apóstolos eram casados?





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