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Fatos que os apologistas católicos não contam sobre o Saque de Roma

Por questões políticas o catolicissimo imperador do Sacro Império Romano, Carlos V, inimigo feroz de Lutero e que sempre manteve ojeriza...

Saque de Rome em 1527 por Johannes Lingelbach

Por questões políticas o catolicissimo imperador do Sacro Império Romano, Carlos V, inimigo feroz de Lutero e que sempre manteve ojeriza contra a Reforma, promoveu indiretamente o famoso Saque a Roma onde mercenários e soldados tanto alemães, espanhóis e franceses, que integravam a infantaria do exercito alemão, participaram massivamente promovendo pilhagem e massacres por onde passavam. Cabe ressaltar aqui que estes mercenários, chamados de "Landsknecht" e acima mencionados, padeciam já de uma péssima reputação por serem impacientes e agressivos quando se viam em condições extremas por falta de pagamento, o que não era raro já que crises em decorrência de muitas guerras traziam problemas financeiros aos monarcas que os convocavam, e também deve ser observado que nas fileiras do Saque a Roma, ingressaram tanto protestantes quanto católicos.

A Enciclopédia Britânica sobre o episódio, aponta que:

Os mercenários protestantes sentiram um ódio particular pela Roma católica e seus idólatras tesouros renascentistas - cavalos de estábulos em São Pedro - mas os católicos espanhóis os equiparavam em crueldade e destrutividade. ( Fonte - Tony Bunting em Saco de Roma, História Italiana de 1527)


E tudo aconteceu dois anos após o imperador ter conquistado parte da Itália na batalha de Pavia contra os franceses e daí então, o papa Clemente VII formou uma aliança, a chamada Liga de Cognac, para desafiar a supremacia de Carlos V na Itália e se opor à dinastia dos Habsburgo. Roma, porém, não foi atacada por ordem do imperador, mas, por iniciativa de tropas imperiais irritadas por não serem pagas. Estes soldados esfarrapados e famintos, incluindo mercenários alemães (em grande parte sendo católicos) e a infantaria espanhola (que era católica), se amotinaram e marcharam sobre Roma, sob o comando do aristocrata francês renegado, o duque de Bourbon, Carlos III (será que era protestante também? [risos]).

Fato interessante é que de maneira significativa, a indireta invasão de Carlos V desafiou a autoridade da Igreja Romana e marcou um avanço considerável para o protestantismo. Como escreveu Martinho Lutero:

"Cristo reina de tal maneira que o Imperador que persegue Lutero pelo Papa é forçado a destruir o Papa para Lutero"(LV 49, 169).

Esta breve e precisa introdução sobre o Saque de Roma de 1527 se faz necessária em sua exposição para que alguns equívocos intencionais por parte dos apologistas católicos sejam devidamente refutados e prontamente desmascarados quando são passados como uma meia verdade ou quando são falaciosamente distorcidos na tentativa de denegrir a Reforma Protestante. 

Diversas páginas católicas geridas por ignorantes e pseudo-apologistas costumam mencionar esse episódio como uma das sangrentas manchas da Reforma Protestante. Ignoram que Carlos V era católico e que os invasores de Roma eram mercenários alemães sendo eles tanto católicos e protestantes, como também a infantaria espanhola, que também era católica, participou do ataque.

A ignorância absurda dos blogueiros e apologistas católicos chega a tal ponto que confundem eventos que mais faz os comprometer do que os abonar em alguma argumentação. Como por exemplo, cito esta postagem do Paulo Leitão na página Caia Farsa:

Saque de Roma fake

Outros tão ignorantes quanto o Paulo Leitão, chegam a apontar que isso, seria uma prova histórica da sangrenta e diabólica inquisição protestante. Vejam:

massacre dos huguenotes


Realmente, ser católico hoje tá sendo sinônimo de retardamento mental por causa dessa turma de apologistas católicos todos ignorantes, mentirosos e tendenciosos e alérgicos a livros de história que nunca leram ou simulam ter lido. As vezes eu sinto vergonha alheia por tamanha imbecilidade dessa gente católica que é mestre em ser estupidamente ignorante e usa isso como argumento. Vejam acima que usam uma gravura que supostamente seria do massacre promovido por protestantes contra os civis romanos. SÓ QUE NÃO!

A gravura que usam para nos atacar, na verdade retrata um evento ocorrido décadas depois do Saque de Roma, e por ironia, não foi promovido por protestantes. Na verdade, as vítimas são os huguenotes.  Essa pintura que os apologistas católicos usam, é do francês François Dubois (1529–1584), pintor que retratou o massacre da noite de São Bartolomeu (1572). Um massacre promovido por católicos, contra protestantes na França.

Creio não ser mais preciso esclarecer mais alguma coisa já que mais detalhes sobre essa monstruosa canalhice dos apologistas católicos, já foi abordada pelo Lucas Banzoli em seu blog. (veja aqui)


Att: Elisson Freire





3 comentários

  1. Mentira tem perna curta, talvez seja por isso que os apologistas católicos são tão facilmente desmascarados.

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  2. Achei de um péssimo alvitre terem associado um fato à imagem de outro fato, que diz exatamente o oposto.
    E muitas pessoas perceberam isso, imediatamente.

    ResponderExcluir
  3. Só um pequeno detalhe.

    O duque Carlos de Bourbon (que tinha se colocado a serviço do imperador depois de ter todos os seus domínios na França confiscados pelo rei Francisco I) realmente comandou a expedição de cerco, ordenada por Carlos V.
    Mas não o saque.

    Nessa parte ele se recusou. O saque realmente foi feito por tropas amotinadas (se foi um motim proposital ou não, ainda não podemos afirmar) que eram tanto católicas quanto filo-protestantes.
    (não eram exatamente luteranos; eram lansquenetes do Tirol que no máximo entendiam que Lutero devia ser o papa. Esse evento jamais foi retratado na época como um ataque protestante, até por iria contra os fatos conhecidos por pessoas eruditas. Só foi imaginado assim por apologistas recentes, sem profundidade em história, e que que costumam escrever para plateias menos propensas a buscar confirmação nos fatos)

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