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O que a Bíblia diz sobre o aborto?

O que a Bíblia tem a dizer sobre o aborto A Bíblia, mesmo não apresentando ensinamentos diretos sobre o aborto, oferece uma cosmovisão e e...

Sobre o Aborto

O que a Bíblia tem a dizer sobre o aborto


A Bíblia, mesmo não apresentando ensinamentos diretos sobre o aborto, oferece uma cosmovisão e ensinamentos decididamente a favor da vida e da sacralidade da mesma. Proibindo enfaticamente a morte de pessoas inocentes (Êxodo 20:13) e considerando claramente o nascituro como sendo um ser humano digno de proteção (21:22-25).


Histórico extra bíblico de rejeição ao aborto



Desde o raiar da civilização o aborto já foi declarado errado por muitas sociedades, seja cristã ou pagã. O Código de Hammurabi por exemplo, quase dois mil anos antes de Cristo chegava a conter um castigo para quem induzisse um aborto. A Lei Mosaica (Ex 21:22-23) de igual modo exigia a mesma punição para quem ferisse tanto a mãe, quanto o bebê. Tiglath-Pileser, um regente persa (por volta do século XII a.C.) punia as mulheres que induziam o aborto. Hipócrates, um médico da Grécia (c. 460-377 a. C .) se opunha ao aborto pelo próprio juramento, declarando solenemente: 
“Jamais darei uma droga mortal a quem quer que me peça, nem farei qualquer tipo de sugestão neste sentido. De igual forma, também não darei remédio abortivo a nenhuma mulher” (Krason, APM C, 132). Sêneca, célebre advogado intelectual do Império Romano, cujos compatriotas estóicos admitiam o aborto, elogiou a sua mãe por não ter lhe matado. Agostinho (354-430 d.C.), Tomás de Aquino (1225-1274) e João Calvino (1509-1564) também consideravam o aborto imoral e assim, tanto as Sagradas Escrituras, quanto a Ciência apoiam a posição de que vida humana individual começa na concepção, e tanto a revelação especial, quanto à natural declaram que é errado assassinar uma vida humana inocente.

Além disso, os mesmos argumentos utilizados para justificar o aborto também se aplicam de igual modo ao infanticídio e à eutanásia pois se as crianças ainda não nascidas podem ser mortas por causa de deformidades, pobreza ou por não serem desejadas, então, tanto infantes quanto idosos poderiam ser descartados pelas mesmas razões. Não existe nenhuma diferença legítima entre o aborto, o infanticídio e a eutanásia — todos envolvem o mesmo paciente, empregam o mesmo procedimento e culminam no mesmo resultado. 
Algumas pessoas argumentam que um óvulo fertilizado é um ser humano, mas não uma pessoa. No entanto, esta diferenciação é arbitrária, ou seja, uma distinção que não apresenta nenhuma diferença. Não há diferenças reais e essenciais entre ser um “humano” e ser uma “pessoa humana” — existem somente diferenças funcionais. Todas as tentativas de se diferenciar a personalidade da humanidade levam, também as as mesmas bases, à negação da personalidade de deficientes mentais, de pessoas inconscientes e senis.


O Dr. Hymie Gordon - Titular do Departamento de Genética da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota, acertadamente declarou:


"Podemos agora dizer, de maneira inequívoca, que a questão do momento do início da vida não está mais em disputa entre teólogos e filósofos. Ela é um fato cientificamente demonstrado. Teólogos e filósofos podem continuar no seu debate acerca do significado da vida ou do seu propósito, mas é fato estabelecido que toda vida, inclusive a humana, começa no momento da concepção." A declaração do Dr. H. Gordon se une ao pronunciamento de outros cientistas em uma comissão convocada pelo congresso dos Estados Unidos no dia 23 de abril de 1981, onde deram o seu parecer acerca da origem da vida humana no Subcomitê de Separação dos Poderes, relatório feito ao Comitê Judiciário do Senado S-158, no seu congresso de número noventa e sete, na primeira sessão.


Abaixo transcrevo outra declaração realizada naquela reunião: 

"Na Biologia e na Medicina, é fato aceito que a vida de qualquer organismo individual que se reproduza por forma sexuada inicia no momento da concepção, ou da fertilização." (Dra Micheline M. Matthew-Roth, Faculdade de Medicina de Harvard, Departamento de Medicina) O testemunho da Dra Matthew -Roth estava embasado em mais de vinte textos embriológicos e outros materiais científicos. Nenhuma pessoa que esteve presente na reunião, nem mesmo quem apoiava o aborto, apresentou alguma evidência mostrando que a vida inicia em algum outro momento. 

O que a Bíblia diz sobre o aborto?


A Bíblia não menciona especificamente a palavra aborto, mas tem várias coisas importantes a dizer sobre os nascituros. Essas declarações bíblicas indicam que os não-nascidos são pessoas. Portanto, o aborto está errado, pois está assassinando um ser humano. Uma forma simplificada de nosso argumento é a seguinte: 

Premissa 1: É errado assassinar uma pessoa.
Premissa 2: O nascituro é uma pessoa.
Conclusão: Portanto, é errado assassinar os nascituros.

Premissa 1: É errado assassinar uma pessoa. Para apenas uma pequena amostra das passagens bíblicas que proíbem o assassinato, veja Gênesis 9: 6; Mt. 15:19 e 19:18 ; Mc. 10:19; Lc. 18:20; Jo. 8:44; Atos 3:14; e Rom. 1: 28-29 e 13: 9.

Premissa 2: O nascituro é uma pessoa. É essa premissa que é contestada por muitos em nossa cultura hoje. No entanto, a Bíblia ensina claramente que o não-nascido é uma pessoa devido aos seguintes motivos.

Posse de atributos pessoais
O nascituro possui atributos pessoais como pecado e alegria. No Salmo 51:5 , Davi diz: “Eis que fui criado em iniquidade, e em pecado minha mãe me concebeu.” Em Lucas 1:44 , “Porque eis que quando o som da tua saudação chegou aos meus ouvidos, o bebê pulou no meu ventre de alegria."

Descrito por pronomes pessoais
A Bíblia também usa pronomes pessoais para descrever os nascituros. Jeremias 1:5 diz: “Antes de te formar no ventre, eu te conhecia, e antes de você nascer, eu te consagrava; Eu te designei um profeta para as nações.” Mateus 1: 20-21 declara: “Mas, quando ele considerou isso, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: 'José, filho de Davi, não tenha medo de tomar Maria como sua esposa; pois a Criança que foi concebida nela é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho; e você o chamará de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.”

Jesus: um bebê na concepção
Cristo era humano (o Deus-homem) desde o momento da sua concepção no útero de Maria. Mateus 1:20 diz: “Mas, quando ele considerou isso, eis que um anjo do Senhor lhe apareceu em sonho, dizendo: 'José, filho de Davi, não tenha medo de tomar Maria como sua esposa; pois a Criança que foi concebida nela é do Espírito Santo.” O fato do anjo dizer a José que “a Criança que foi concebida” é “do Espírito Santo”, indica que Jesus certamente era uma pessoa no momento de sua concepção.
São mencionados como crianças ativas
Os bebês que ainda não nasceram são chamados de crianças pequenas, ou criancinhas, a mesma palavra (grego: brephos) utilizada para infantes ou crianças muito novas (por exemplo em Lc 1.41, 44; 2.12, 16; cf. Ex 21.22), e às vezes, para se referir até mesmo aos adultos (por exemplo em 1 Reis 3.17).

Recebe a mesma proteção que um adulto
Quinto, talvez o argumento mais forte das Escrituras contra o aborto seja o fato de que o mesmo castigo é aplicável a alguém que mata ou fere um feto, assim como a alguém que mata ou fere um adulto. Êxodo 21: 22-25 declara:

"Se homens brigarem e ferirem uma mulher grávida, e ela der à luz prematuramente, não havendo, porém, nenhum dano sério, o ofensor pagará a indenização que o marido daquela mulher exigir, conforme a determinação dos juízes. Mas, se houver danos graves, a pena será vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, contusão por contusão." Isso indica fortemente que a Lei Mosaica via os nascituros como pessoas dignas da mesma proteção e direitos que os adultos.

Chamado por Deus antes do nascimento
Sexto, os nascituros são chamados por Deus antes do nascimento. Quase ecoando a comissão profética de Jeremias em Jeremias 1: 5, Isaías 49: 1 diz:

“Escute-me, ó ilhas, e preste atenção, povos de longe, o Senhor me chamou do ventre; do corpo de minha mãe, ele me chamou. Conhecido pessoalmente por Deus como qualquer outra pessoa
A Bíblia fala que Deus conhece de forma íntima e pessoal os bebês ainda não nascidos, da mesma forma que Ele conhece qualquer outra pessoa. Descrevendo Davi, o Salmo 139: 15-16 diz: “Minha estrutura não estava escondida de você, quando fui feito em segredo, e habilmente trabalhado nas profundezas da terra; Seus olhos viram minha substância não formada; e no seu livro foram todos escritos; os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia um deles.”

Descrevendo o profeta Jeremias, Jeremias 1:5 diz: “Antes de te formar no ventre, eu te conhecia, e antes de você nascer, eu o consagrava.; Eu te designei um profeta para as nações.”

Conclusão 


A Bíblia ensina definitivamente que os nascituros são pessoas porque os nascituros possuem atributos pessoais, são descritos por pronomes pessoais, Jesus é chamado de criança na concepção, os nascituros são descritos ativamente como crianças, são protegidos da mesma forma que os adultos, são chamados por Deus antes do nascimento, e são conhecidos pessoalmente por Deus como qualquer outra pessoa. Então, sendo o aborto o assassinato de uma pessoa, o aborto é moralmente errado, e biblicamente condenado ( Gênesis 9: 6; Rm 1: 28-29 ) e cabe a nós cristãos lutarmos em defesa da vida e dizer não ao aborto.


Referência de Consulta Apologética: 
Ryan Turner - What does the Bible say about abortion? 
Norman Geisler - Teologia Sistemática - Apêndice Um e Dois, pag 453-464.




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